Letras das músicas do Coletivo AfroCaeté




DÁ LICENÇA
Letra e música: Emanuela Moreira
Arranjos: Sandro Santana

Dá licença, dá licença,
Dá licença, dá licença que hoje eu quero é batucar
Dá licença, dá licença
Dá licença é o que eu peço aos orixás

O meu bloco vem passando é cultura popular
Eu venho pedir licença para o meu tambor tocar
O meu bloco vem passando é poesia popular
Eu venho pedir licença Coletivo vai passar
Dá licença, dá licença
Dá licença, dá licença que hoje eu quero é batucar
Dá licença, dá licença
Dá licença Coletivo vai passar...



CANTO ÀS ALAGOAS
Letra e música: Manú Preta
Arranjos: Sandro Santana

Alagoas, meu canto é das Alagoas
Eu sou AfroCaeté
Alagoas, terra de barco e canoas
Lugar de homem de fé

Meu tambor repicado
É o aviso dobrado
Que eu quero passar
Vou fazendo cortejo
Nas ruas, nos becos
Em todo lugar

Vou fazendo a festa
Tremendo essa terra
Com o som do tambor
Vem batendo o gonguê
Vai virando alfaia
Repica agogô

Vai abrindo caminho
Que o meu coletivo
Agora vai passar
Quando o mestre apita
A galera se agita
E começa a rufar

Trago a força do raio
E o balanço do mar
Quando toco o tambor
Êpa-hey, Iansã,
Odo-yá,Iiemanjá,
Vou pedindo agô


VIM DA ÁFRICA 
Letra e música: Maria Sant'Ana
Arranjos: Sandro Santana

Vim da África
Diferentes denominações
Afoxé, Maracatu, Samba de Roda, Coco
Afoxé, Maracatu, Samba de Roda, Coco
Batuque, batuque

Vim da África
Diferentes denominações
Banto, Ketu, Xambá, Jeje,
Fanti e Nagô
Jeje,Fanti e Nagô
Jeje, Fanti e Nagô
Jeje, Fanti e Nagô
Jeje, Fanti e Nagô

Esse povo que tanto sofreu
Faz parte da nossa nação
Ajudou a formar nossa raça
Com a miscigenação
Carrega a ancestralidade
A cultura e religião
Orgulho de ser negro
Trouxe contribuição
Orgulho de ser negro
Trouxe contribuição

Vim da África
Vim da África


NOSSA TERRA CAETÉ
Letra e música: Maria Sant'Ana
Arranjos: Sandro Santana

Tanto índio habitava
Essa terra e ninguém viu
Esse povo que é tão forte
O nativo do Brasil

Com a chegada do europeu
Um combate se travou
Com o índio Caeté
A cultura do povo não se respeitou

Muitos foram escravizados
Nossas matas devastou
E a dança do toré
Quase tudo se acabou

Com a chegada do europeu
Um combate se travou
Com o índio Caeté
A cultura do povo não se respeitou


ALAGOAS DO MARACATU
Letra e música: Maria Sant'Ana
Arranjos: Sandro Santana

Alagoas, maracatu, Alagoas, maracatu.
Alagoas, maracatu, tem o toque do maracatu.

Alagoas tem coco de roda.
E belezas de norte a sul
Alagoas tem o Chau do Pife.
E o toque do maracatu.

Alagoas, maracatu, Alagoas, maracatu.
Alagoas, maracatu, tem o toque do maracatu.

Alagoas tem Nelson da Rabeca.
O guerreiro do mestre Benon.
Alagoas tem a energia.
Do toque do maracatu.

Alagoas, maracatu, Alagoas, maracatu.
Alagoas, maracatu, tem o toque do maracatu.
Tem o toque do maracatu...

 
AFROCAETÉ CHEGOU
Letra: Maria Sant'Ana

Com o negro e o índio vamos festejar
AfroCaeté que acabou de chegar.

Com o toque da alfaia
O balanço do abê
No gingado da caixa
Com a força do gonguê.
Com o som do agogô
É que vamos vibrar
Afrocaeté que acabou de chegar.

Com o negro e o índio vamos festejar
AfroCaeté que acabou de chegar.


EU SOU AFRO E CAETÉ
Letra: Maria Sant'Ana

Sou da terra das lagoas
De Zumbi dos Caetés
Sou da terra de Alagoas
Eu sou Afro e Caeté

Resistência do Quilombo
Dos Palmares fica aqui
Lá na Serra da Barriga
De Ganga Zumba e Zumbi
Sou da terra das lagoas
De Zumbi dos Caetés
Sou da terra de Alagoas
Eu sou Afro e Caeté

Mar azul, belas paisagens
Coisas lindas de se vê
Coqueirais canaviais
Terra também dos marechais

Sou da terra das lagoas...


MARACATU DE OURO
Letra: Demis Santana
Música: Sandro Santana e Demis Santana

Batida em rum pi lé
É mão de preto no couro
E AfroCaeté é o maracatu de ouro!

Chão já tremeu o cortejo já vem vindo
É o AfroCaeté com o seu batuque lindo.

Bater de alfaias esturra como explosão
Xequerê gritando alto
E gonguê na marcação

Os agogôs convidam para dançar
Demis, Sandro, Bela e Naná 
Vão ter muito que cantar

A multidão, cheia de animação
Esperando a passagem do amarelo trovâo!

Batida em rum pi lé
É mão de preto no couro
E AfroCaeté é o maracatu de ouro!


NOSSA GENTE
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Sou Coletivo AfroCaeté
venho até a avenida saudar
nossa gente, nossa história
celebrar a vida,
a luta, resistência e glória

caixa, alfaia,
xequerê, agogô
Coletivo AfroCaeté
lembra o quebra de Xangô

vim das tribos e das aldeias
é índio, branco, negro
o sangue que corre em minhas veias

Tia Marcelina sou, sou Zumbi
Afro e Caeté, Xucuru Kariri

caixa, alfaia,
xequerê, agogô
Coletivo AfroCaeté
lembra o quebra de Xangô.


NO COMPASSO DA EMOÇÃO
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

O coração marca o compasso
Eu entro no ritmo da emoção
Acalentando um sonho embalado
Pelo meu Coletivo amado

Levo o baque
Mas não caio
Permaneço de pé
Sou coletivo AfroCaeté

Levo o baque
Mas não caio
Na virada do maracatu
Sou das lagoas Manguaba e Mundaú

Canto os canaviais,
As matas e os manguezais,
O mar que namora a lagoa
E a lama do sururu

Levo o baque
Mas não caio...


TIA MARCELINA
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Pedimos licença aos Santos e Orixás,
aos Caboclos e aos nossos Ancestrais

Vamos pra rua tocar tambor
a negritude vai além da cor,
É história, tradição,
cultura, raça, emoção!

Hoje Tambor é Rezado Alto
não há o que temer
"Quebra corpo, quebra cabeça,  

tira sangue, mas não tira saber!"




MÚSICA DOS TAMBORES
Letra e música: Mauro Fabiani  
Arranjos: Sandro Santana

Esse rio deságua no mar
e dança com a maré

Noite traz a lua cheia
um clarão há de surgir
a música dos tambores
eu posso ouvir,
desfilando em cortejo
vou querer seguir,
o que eu sinto
não há como traduzir

Brilha como o ouro de Oxum,
traz a paz de Oxalá,
é imenso o prazer,
profundo como o reino de Iemanjá



BANHO DE CHEIRO

Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Vou tomar banho de cheiro me purificar
Pra tirar o mau olhado
Eu vou me banhar
Com águas e flores, rosas perfumadas
Manjericão, arruda, ervas
De tudo que há de ruim
Eu vou me livrar.
Atraindo o bem,
A luz há de brilhar

Ora iê iê ô... Oxum
Senhora das águas
Odô iá..... Iemanjá

BATUQUE
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

É festa!
O batuque anunciou
É festa!
Coletivo chegou!
É alegria da cabeça a ponta do pé
muito prazer
somos o AfroCaeté!

Nosso canto é de paz
louvamos a liberdade,
respeitamos a diversidade

Somos o povo do axé,
da quizomba e do toré

Defendemos a vida
e o direito de ser cidadão.


SORRISO
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Quando o sorriso coletivo atingiu a praça
com sua luz amarela
naquela hora ninguém sabia dizer
se ainda era noite ou ia amanhecer

quando um só riso coletivo inundou a praça
com sua onda sonora
vixe Maria, valei-me Nossa Senhora!
Coisa mais linda de se ver!

Coletivo AfroCaeté
mais que um grupo percussivo é
um instrumento de transformação,
um pé no presente
outro na tradição.



PONTAL
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Eu vim de canoa
Pela lagoa Mundaú
Ela é o meu quintal
A sombra do coqueiral,
Vou descansar,
Ver o por do sol
Nas dunas do Pontal, Pontal da Barra

Alagoas, Maceió
Cidade sorriso, capital do paraíso,
Paraíso das águas de rios, de lagoas
Águas do mar

Tem belezas naturais
E nas cores artesanais
De rendas, bordado e filé


ENCONTRO NA FEIRA
Letra e música: Mauro Fabiani
Arranjos: Sandro Santana

Atenção !
Ah ! Tem som ?
Arte e som
Arte sã
Artesã do som é
A feira do passarinho
   
É na levada, é na levada, na feira do passarinho

Ouço a chamada da levada do pandeiro,
Coco alagoano,
Samba brasileiro,
Coco de embolada, o repente, o desafio na feira do passarinho
No compasso dos pés, na batida da mão,
No toque na pele, no couro, no coração

Na levada, é na levada, na feira do passarinho

Já que há som no pandeiro,
Já que é som do pandeiro,
Balançando o Ganzá,
Ranilson na peneira,
Com o som e o balanço do trem
No trilho quando ele vem
Os ambulantes saem na carreira

Na levada, é na levada, na feira do passarinho

Faço questão de apresentar
Um pouco do coco, do artista do povo,
Um panorama da feira

Tem raizeiro, tem florista, verdureiro,
Vendedor de veneno, retratista,
Armazém, artesanato, miudezas, cerealistas,
Embolador, violeiro, repentista,
Sanfoneiro, cantador, cordelista.
Gustavo Quintela, escreva-me!
Chau do Pífano, tchau!



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